28/06/2011 21h36
Tragédia tira a vida de pai de família na estrada de Pindaré

Com o forte impacto sofrido na hora do atropelamento a vítima foi jogada para cima do carro, batendo a cabeça no pára-brisa, sofrendo imediatamente uma fratura no pescoço indo a óbito na hora. Valdemir foi levado ao Hospital Municipal Tomaz Martins (HTM), mas nada mais poderia ser feito, pois ele já encontrava morto. O professor Jhonata da Costa, que conduzia o veículo, fugiu do local sem prestar socorro a vitima
O servente de obras havia acabado de sair do trabalho e voltava para sua residência em Pindaré em uma bicicleta, quando foi surpreendido por um carro da marca Fiat, modelo Pálio, cor prata, que seguia em alta velocidade e desgovernado. Com o forte impacto sofrido na hora do atropelamento a vítima foi jogada para cima do carro, batendo a cabeça no pára-brisa, sofrendo imediatamente uma fratura no pescoço indo a óbito na hora. Vários motoristas que passavam pelo local no momento do acidente prestaram socorro e levaram Valdemir até o Hospital Municipal Tomaz Martins (HTM), mas nada mais poderia ser feito, pois ele já encontrava morto.
PROFESSOR NO VOLANTE
O professor Jhonata da Costa, que conduzia o veículo, fugiu do local sem prestar socorro a vitima, mas foi detido pouco mais de meia hora depois do acidente pela Polícia Militar e trazido para a Delegacia Regional de Santa Inês. Ao falar com a equipe de reportagem do Agora, já na delegacia, Jhonata não conseguiu explicar o momento do acidente e afirmou não lembrar como pegou o veiculo, para onde ia ou mesmo de como e quando atropelou a vítima. O professor apenas pedia a todo instante insulina – Medicamento usado no tratamento de diabético, cuja aplicação libera glicose (açúcar) no sangue, proteínas.
OUTRA VÍTIMA DO PROFESSOR
Uma outra testemunha do ocorrido, que também foi vítima de Jhonata, foi o motorista Josenir Santos, que é dono de um automóvel novo que ainda nem foi emplacado. Ele disse que Jhonata estava dirigindo em alta velocidade e, ao passar em frente ao 7º Batalhão da Polícia Militar em Pindaré, teria quebrado o cavalete e batido na traseira de seu carro. “Foi tudo muito rápido, ele passou muito veloz na frente do batalhão e bateu na traseira do meu carro, o impacto não foi maior porque eu também acelerei” disse Josenir.
ADVOGADO DIZ QUE CLIENTE DESMAIOU
O advogado do professor disse que Jhonata teve um surto de Hipoglicemia e desmaiou ao volante. Um teste de bafômetro foi realizado pela Polícia Rodoviária Federal, mas deu negativo, o professor não havia ingerido bebida alcoólica. Um exame de sangue foi realizado, mas segundo o delegado de plantão, Paulo Coelho, de Bom Jardim, o mesmo não terá validade por não se tratar de algo feito por um laboratório autorizado pela polícia. Jhonata foi liberado ainda na segunda-feira, após pagar a fiança no valor de R$ 3.270 reais. Ele responderá em liberdade por lesão corporal e homicídio culposo – aquele que não há intenção e matar.
FAMILIARES DA VÍTIMA REVOLTADOS
Revoltado, o senhor Agostino Oliveira, pai da vítima, disse que a lei é muito branda para pessoas que matam inconseqüentemente um pai de família, e não aceita que o assassino de seu filho responda em liberdade. “Eu estava deitado enquanto minha esposa lavava a roupa, quando soubemos do acidente que tirou a vida de meu filho, um pai de família. A lei não funciona correto para deixar um assassino responder solto, ele matou um pai de família com filhos todos menores de idade. Agora quem vai sustentar essas crianças?” desabafou Agostino. Valdemir deixou viúva e quatro filhos com idades entre dois e onze anos.