11/05/2011 11h24
Câmara de Santa Inês por pouco não teve bens penhorados para pagar dívidas do INSS de responsabilidade de ex-presidentes
Justiça ainda chegou emitir mandado de citação e penhora em abril que só não foi cumprido porque houve negociação para parcelamento da dívida
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| O prédio da Câmara Municipal quase foi penhorada por dívida com INSS do tempo de Antonio Creomar e Juca Castelo Branco |
Mais uma herança maldita deixada por ex-presidentes abala as estruturas financeiras e moralistas da Câmara Municipal de Santa Inês. Por pouco, muito pouco, o legislativo local não teve seus bens penhorados no começo deste mês de maio por determinação da Justiça. A dívida com a União – INSS – em valores atuais já passava da casa dos 238 mil reais. O Mandado de Citação, Penhora e Avaliação foi assinado pela juíza da 1ª Vara, Denise Cysneiro Milhomem cumprindo determinação da Justiça Federal. Como o mandado de penhora deu cinco dias para que a Câmara pagasse, negociasse ao apresentasse bens para penhora, o atual presidente da edilidade santaineisense preferiu fazer um esforço a partir das finanças da Câmara e parcelar a dívida em 60 vezes. O mandado de penhora recebeu o “ciente” da Câmara no último dia 3 de maio.
A divida com a União foi constituída entre o mês de outubro de 2001 a agosto de 2004, conforme documentação que o Agora Santa Inês teve acesso. Presidiram a Câmara Municipal nesses quatro anos os então vereadores Antonio Creomar e Juca Castelo Branco, dois anos cada um. O que se questiona é como fatos assim podem acontecer se os vereadores são pagos para, entre outras coisas, fiscalizarem as contas públicas, inclusive as da própria casa e neste caso especifico a divida com União quase acaba em penhora de bens como equipamentos, móveis e até o imóvel do legislativo entre outras coisas fazia parte da lista do que poderia ser penhorado. O fato que noticiamos é para que a população tome conhecimento de que é necessário também fiscalizar o trabalho dos vereadores que nos representam no legislativo.