20/08/2011 11h42
Com quantos votos se ganha uma eleição para prefeito em Santa Inês?
A resposta para a pergunta que serve de manchete para esta matéria, carece de um exercício lógico de matemática, focado nos resultados das duas últimas eleições para prefeito de Santa Inês e no número de eleitores que irão às urnas no próximo ano, além de se agregado a tudo isso a quantidade de candidatos que disputarão o cargo. Segundo análises feitas pela Editoria Política do AGORA, os candidatos, em qualquer circunstância, não devem passar de três, mas é bem provável que sejam apenas dois os disputantes, se a música política seguir no tom que a banda vem tocando.
Dito isso, e partindo da premissa de que sejam apenas dois os candidatos, ganhará a eleição quem alcançar a quantidade de 25 mil votos. Ou seja; o grupo político que conseguir aglutinar duas dezenas e meia de milhares de votos. Ganha porque com essa quantidade não será superado pelo adversário. A conta é simples: devem votar em 2012 para prefeito em Santa Inês entre 45 e 46 mil eleitores, descontando-se aí 10% de abstenção. Na eleição passada foram computados pouco mais de 40 mil votos bons para prefeito. Então, os números projetados para o ano que vem, estão dentro de uma provável realidade. Se a lógica matemática aponta para esses números aí de cima, a pergunta que se faz é: que grupo político em Santa Inês, no atual momento, somando-se o eleitorado de cada um de seus representantes, tem a possibilidade de arregimentar 25 mil votos? O comandado pelo prefeito Roberth Bringel, pela hoje deputada Vianey Bringel, pelo ex-prefeito Cabral Filho e empurrado por pelo menos oito vereadores e a maior parte do empresariado local, alcançou tal patamar em 2008, derrotando por uma diferença de quase 10 mil votos o grupo político opositor (somos apenas dois), comandado pelo deputado federal Ribamar Alves e por sua mulher, a candidata Luana Alves, cujo paradeiro atual dizem que se encontra em outro estado da federação ocupando cargo federal.
Ano que vem prevê-se que a batalha eleitoral rumo a prefeitura será mais árdua. As negociações de bastidores começaram este ano mesmo e a interação do eleitor já é possível de ser notada, graças ao alvoroço que este Jornal vem despertando propositadamente no eleitor desde o começo do ano. Há desgastes nos dois grupos políticos, mas se não houver deserção no grupo situacionista é de se prever, por tudo, pelo número de lideranças que o compõe, pela força eleitoral de seus componentes, que ele leva uma boa e necessária vantagem sobre o grupo oposicionista (?) para vencer a eleição do ano que vem.
Mas, nem tudo são favas contadas. Correndo por fora e “de com força” está a candidatura do empresário Sirino da Drogavida, que já jurou de pés juntos e mandou avisar à população que jamais será candidato a vice, e sim a prefeito. Com Sirino na parada então seriam três os candidatos e a conta aí de cima terá que ser refeita. Mas e se Sirino for convencido a ser vice, ou vier a receber o apoio de quem se rebelar e debandar de qualquer um dos grupos políticos de Santa Inês? Bom, aí as contas terão mesmo que serem refeitas, e com urgência por quem pretende não fazer feio no ano que vem. Se o grupo da situação rachar em dois, uma parte apoiando Sirino e outra parte apoiando o deputado federal Ribamar Alves, fica difícil apostar fichas em qualquer uma das candidaturas com previsível antecedência. E tem mais; nesse cenário, se surgir uma terceira candidatura, diante do embate político que poderá levar a níveis de baixaria a campanha do ano que vem, em razão do descontentamento generalizado que tomará conta do eleitor, diante de tantos acordos políticos jamais imaginados, é bem provável que uma terceira candidatura correndo por fora, sem se misturar no “fogo abrasador” do clima de disputa das duas principais candidaturas, seja a grande surpresa política de Santa Inês e ganhe a eleição. Com quantos votos? Com no máximo 16 mil votos. Esse filme já foi visto em Imperatriz no ano de 2000 quando o petista Jomar Fernandes, com apenas um fusca e uma boca de alto-falante, nocauteou os dois Golias que com ele disputavam a prefeitura daquele município: Ildom Marques (dono da rede de lojas Liliani) que disputava a reeleição e o deputado federal de quarto mandato Sebastião Madeira. Voltaremos ao assunto.

O grupo situacionista deve decidir-se se lança João Rolim, Nono Fereira ou se
apóia a candidatura de Sirino da Drogavida. Para enfrentar o eterno candidato a prefeito Ribamar Alves