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09/11/2011 12h40

Situação do ministro do Trabalho se complica e político maranhense é um dos pivôs da crise

Weverton era assessor especial de Lupi quando propinagem rolava solta

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu abrir um processo preliminar contra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Assessores do ministro são acusados por dirigentes de ONGs, segundo reportagem da revista “Veja”, de cobrar propina para resolverem pendências dessas entidades com o ministério. Lupi decidiu afastar um deles, Anderson dos Santos, no último sábado. O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) é um dos envolvidos nas denúncias.

O procedimento aberto pela Comissão de Ética, que se reuniu no Palácio do Planalto, é um primeiro passo e não significa que o ministro está sendo formalmente investigado. Ele terá de apresentar explicações por escrito à comissão, que, aí sim, decidirá se abre investigação a respeito do caso.O mesmo procedimento aconteceu em relação ao ex-ministro Orlando Silva (Esporte). Após denúncias publicadas na imprensa, a comissão pediu explicações a Orlando. Segundo o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, as informações foram enviadas, mas a comissão ainda espera outros dados, que não foram detalhados, para decidir que tipo de procedimento irá tomar.

PDT quer punição
O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) promete ingressar na Justiça para pedir investigações oficiais junto ao Ministério do Trabalho. A pasta é comandada por Carlos Lupi, que também é do PDT.A intenção de Teixeira é que as suspeita de irregularidades em convênios no ministério sejam alvo de um inquérito da Polícia Federal. O deputado fala que isso tem que acontecer, mesmo se for atrapalhar a situação política de Lupi. “Não sei se é ruim ou bom para o ministro, sei que é necessário. O PDT é um partido com muita história e todos estão perplexos com isso tudo que está acontecendo”, afirmou.

(Com informações da Folha e Veja.com).