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03/09/2011 12h11

Vianey Bringel repercute discurso de Dilma sobre formação médica

A deputada Vianey Bringel (PMDB) repercutiu na quarta-feira (31/08), na tribuna da Assembleia Legislativa, o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, durante a inauguração do curso de Medicina no campus de Garanhuns, da Universidade Federal de Pernambuco, quando declarou que a meta do governo federal é formar mais de 4.500 médicos por ano e interiorizar a formação desses profissionais em todo país.

Vianey Bringel, que também é médica, declarou que a visão da presidente se alinha a uma de suas principais bandeiras de luta. Para ela, uma das maiores dificuldades para melhorar a saúde pública é a insuficiência de médicos, situação que se agrava em razão da má distribuição desses profissionais no território nacional.

“A nossa saúde só vai melhorar quando tiver médicos para todos os nossos municípios e em várias especialidades”, avaliou.

A deputada destacou o trecho do pronunciamento em que Dilma Rousseff citou que 28% da população está no Nordeste e que apenas 17% dos médicos obtêm formação profissional nessa região. “Dilma disse que já encomendou aos Ministérios da Educação e da Saúde um plano nacional de educação médica, a ser apresentado até outubro deste ano”, citou Vianey Bringel.

Outra problemática destacada pela deputada é quanto ao desinteresse da categoria em prestar serviços públicos, em razão dos baixos valores oferecidos pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Com base na tabela atual, ela citou que o SUS paga R$ 175,80 ao obstetra por um parto normal, e R$ 267,60 pelos serviços hospitalares e R$ 52 pela consulta do pediatra. “Com essa tabela, os médicos nunca se sentirão estimulados a servir ao SUS”, advertiu.

Segundo Vianey Bringel, o problema de carência de médicos não é exclusivo do Estado do Maranhão, mas se reflete em todo país. Ela citou uma declaração do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, no programa do Jô Soares (Rede Globo), na oportunidade ele disse que lá um médico recebe R$ 1.500 mensais. “No contracheque, é penas um salário mínimo, mas, com as gratificações, vai para R$ 1.500 mil”. A deputada destacou a intenção de Alckmin em conceder um aumento de 19% para categoria.

Na tribuna, ela ainda lembrou que antes de ser deputada exercia a profissão de médica e o seu contracheque — que recebeu até o final de 2010 — totalizava pouco mais de R$ 2.500 mil.