/Refletindo Através das Letras
14/09/2011 09h55

Barrozo: um poeta capaz de revelar belezas com sua pena

Por Paulo Rodrigues (Poeta)

O Barrozão vai lançar seu primeiro livro na sexta-feira (16/09/2011), na Academia Maranhense de Letras, que foi inaugurada no inicio do século XX, demonstrando uma enorme admiração por nosso maior poeta, Gonçalves Dias. Lá os intelectuais se reúnem em torno da palavra, com o intuito de fabricar um mundo melhor pelo menos na ficção.

Com esta mesma preocupação o poeta Barrozo reuniu mais de trezentos poemas, organizando assim um corpo cujo título é: ‘Irreverência, talvez...  Poesias, ou quase’. São poemas que passeiam pela reflexão filosófica, pelas lutas sociais, pela discussão do fazer poético, assim como pela percepção das coisas simples do universo. Ao percorrer a trilha verbal deste grande coletor de palavras adormecidas, lembro sempre do Manoel de Barros principalmente quando diz: “ noventa por cento do que escrevo é invenção, e dez por cento é mentira mesmo. Um bom poeta usa as inutilidades para inventar um mundo novo”.

Com esta comparação pulando aos meus olhos, li e reli todos os versos do amigo e poeta, Raimundo Barrozo Sousa Braga. Fiquei maravilhado com muitas criações do seu ser letral, principalmente com um poema pílula, sintético, chamado A MAIS BELA POESIA: A mais bela poesia de um poeta/ Fica engasgada no raciocínio/ Por não conseguir raciocinar/ O que lhe dita a inspiração. Há uma necessidade de discutir a poesia em vários momentos da produção poemática deste autor, como há em todos os autores modernos e pós-modernos.

Termino afirmando, sem medo de errar que a produção literária de Santa Inês é forte, apresentando muita qualidade com as narrativas de seu Zé Maria Viana, com o fantástico da Literatura Infantil em Graça Santana, com uma gama enorme de poetas e prosadores sem livros editados ainda, e agora recebemos o Barrozo, um poeta sensível, perspicaz, capaz de revelar belezas com sua pena. Vá lá, meu amigo, divulgue nossa cidade!!!