11/05/2011 12h13
Comarca de Pio XII iniciou ontem pauta com dez júris
A comarca de Pio XII iniciou ontem, terça-feira, 10, uma série de dez julgamentos de processos dentre os quais constam réus presos, soltos e foragidos. Os júris presididos pelo titular da comarca, Antonio Elias de Queiroga Filho, acontecem no plenário da Câmara de Vereadores de Pio XII.
Segundo o magistrado, a ordem dos processos obedece rigorosamente o disposto no art. 429, do código de processo penal, segundo o qual serão submetidos a júri os réus presos, dentre os presos aqueles que se encontram há mais tempo na prisão e, por fim, os anteriormente pronunciados.
TENTATIVA DE HOMICÍDIO - Quem sobe ao banco de réus no primeiro julgamento da série é Francinaldo da Conceição Lima, 26 anos, servente, acusado de tentativa de homicídio contra Francisco Oedson Freitas, lavrador.
Segundo o processo, no dia 13 de fevereiro de 2010, por volta das 16 horas, no bairro Invasão, o réu teria atingido a vítima com vários golpes de facão, um deles na cabeça. O crime teria ocorrido após uma discussão entre Francinaldo e Francisco. O réu encontra-se preso.
SEM MOTIVO - No dia 11 o réu (preso) José Carlos Alves de Araújo, o “Polegar”, 33 anos, lavrador, responde pelo homicídio de José Antonio Gomes. O crime ocorreu no dia 2 de novembro de 2000, por volta das 13h45, no bairro Sabiá.
Segundo o processo, José Carlos e José Antonio andavam abraçados quando o primeiro, sem qualquer motivo, sacou de uma faca aplicando um golpe na perna esquerda de José Antonio, que teria levantado as mãos num gesto pacificador.
Ainda segundo o processo, na ocasião o réu aplicou outro golpe na vítima, dessa vez no peito esquerdo, matando-a. Após longo tempo foragido o réu foi capturado em 1º de abril.
HOMICÍDIOS - No dia 17, dois júris levam ao banco de réus acusados de homicídios. No primeiro, às 8h, Domingos Gomes, o “Daniel”, lavrador, responde pela morte de Joaquim Rosa Silva.
Consta no processo que o crime teria ocorrido no dia 18 de novembro de 1990, por volta das 15h. Após vários desentendimentos com a vítima, ao passar em frente à casa de Joaquim o réu teria sido chamado de covarde, seguido de um palavrão. Domingos teria entrado na casa e utilizando-se de uma faca e de um facão desferiu vários golpes na vítima, atingindo-lhe o coração e o pulmão.
No segundo, às 14h, João Alves de Lima Silva, o “Rato”, garimpeiro, responde pelo homicídio de Erisvaldo Pontes Franco, de apenas 3 anos de idade, irmão de sua ex-namorada, Vilma Mendes Martins.
No dia 16 de junho de 1990, por volta das 19h, a criança estaria brincando na sala da casa de uma senhora conhecida como “Mocinha”, no povoado Lagoa dos Crentes, quando o acusado entrou.
De acordo com o processo, na tentativa de alvejar a ex-namorada, com quem tentava, em vão, reatar o relacionamento, o réu teria acertado o menino. O réu encontra-se foragido.Os júris continuam nos dias 19, 20, 24 e 26, quando acusados de homicídio e de tentativas de homicídio vão a julgamento.