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08/02/2012 12h47

Homem de Zé Doca comete suicídio em Parauapebas

 

Noite de sexta (3), amanhecer de sábado (4). O trabalhador braçal Charles Sousa Mota, de 25 anos, anoiteceu, mas não amanheceu. De acordo com Maria das Graças Venâncio Pereira, ela deu abrigo num cômodo de seu antigo bar à vítima, mas quando se levantou, por volta das 6 horas, para passar o café, quase teve uma indigestão.
“Lá estava o moço, com uma corda passada pelo pescoço”, informou Maria, de acordo com quem Charles seria de Zé Doca, no Maranhão, chegara a Palmares 1 recentemente onde estaria “rodado”. “Ele chegou dizendo que iria trabalhar numa fazenda. Mas esse rapaz só vivia bebendo”, contou. Não há informações sobre os motivos que levaram Charles a cometer tal ato tresloucado.
A propósito disso, o suicídio cometido pelo trabalhador braçal é mais um dado que confirma a vocação de Parauapebas como terra de atos tresloucados. Isso porque, segundo o “Mapa da Violência 2011”, elaborado pelo Instituto Sangari, por lá a taxa de suicídio entre jovens, com idade entre 17 e 29 anos, é uma das mais elevadas do país. Dos 5.564 municípios brasileiros, Parauapebas ocupou, ano passado, a 42ª colocação em suicídio, com 12,2 registros a cada grupo de 100 mil jovens. (Informações de Ronaldo Modesto/CT)