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26/11/2011 12h30

Menino de 11 anos morre eletrocutado e pai culpa a Cemar

Tragédia no município de Zé Doca. Uma criança de apenas onze anos morreu eletrocutada na última sexta-feira (18) ao tentar podar o galho de uma árvore, localizada no quintal da residência onde morava com os pais. O caso aconteceu no bairro Amorim, naquele município.

De acordo com informações, o pai da vítima teria solicitado, em duas ocasiões, que a Companhia Energética do Maranhão (Cemar), enviasse uma equipe da empresa para podar o galho da árvore, que estava em contato com a rede elétrica. A primeira solicitação havia sido feita havia cerca de vinte dias.

Apesar dos pedidos, a árvore não foi podada. Uma equipe da Cemar chegou a ir ao local da ocorrência. No entanto, os funcionários informaram aos proprietários da residência que nada poderiam fazer naquele momento para resolver o problema. Os funcionários da empresa teriam alegado ser muito complicado realizar a poda porque seria preciso desligar a chave geral de energia do bairro.

Preocupado com o problema ocasionado pelo galho da árvore que estava em contato com a rede elétrica, o garoto de onze resolveu, por conta própria, realizar o serviço, que deveria ter sido feito pela Cemar. No entanto, ao subir na árvore, o menino recebeu uma elevada carga de energia e morreu. A vítima ainda foi levada para o hospital, mas já estava sem vida.

Horas depois do fato lamentável, uma equipe da Cemar retornou à residência da vítima e realizou a poda da árvore.

O pai do menino, senhor Gilberto disse que diariamente ficava saindo faisca dos fios quando encostava no pé de manga, disse que 20 dias atrás (do acidente) ele ligou para o 116 da CEMAR,  disseram para ele esperar. Após esperar por uma semana ele voltou a ligar para o 116 e recebeu a mesma informação, “Aguarde que vamos mandar uma equipe para averiguar o caso” .

Quando a equipe da  Cemar chegou, senhor Gilberto disse: “Me falaram que eles não podiam fazer nada, pois deveriam desligar a rede para poderem podar a árvore e nunca mais apareceram, ou seja, apareceram sim, uma hora depois que meu  filho foi eletrocutado e ficou pendurado no mesmo pé de mangueira”. Senhor Gilberto disse ainda que depois do acidente, a Cemar mantém uma equipe e estão podando todas as arvores de Zé Doca. “A equipe da CEMAR só é rápida na hora de cortar a energia do consumidor. Paguei com a vida do meu filho para eles podarem as árvores” disse Gilberto.

Com informações de Constantino Neto