/Regional
03/08/2011 09h44

SES fortalece o combate a Leishmaniose em Santa Luzia e em mais 17 Unidades Regionais de Saúde

Técnicos de 18 unidades participam de treinamento em São Luís

Técnicos de entomologia das 18 Unidades Regionais de Saúde participam esta semana de um treinamento para implantação do monitoramento entomológico nos pólos de produção de Leishmaniose Tegumentar Americana. A capacitação - que é uma realização da Secretaria de Estado da Saúde (SES) - teve início segunda-feira (1º) e se estende até sexta-feira (5), no auditório da Funasa, em São Luís.

A Leishmaniose Tegumentar Americana é uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. É transmitida ao homem pela picada das fêmeas de flebotomíneos infectadas. O SUS oferece tratamento específico e gratuito da doença, feito com uso de medicamentos à base de antimônio, repouso e uma boa alimentação.

O secretário-adjunto de Vigilância em Saúde da SES, Alberto Carneiro, disse que a diversidade de agentes, de reservatórios, de vetores e a situação epidemiológica da Leishmaniose Tegumentar Americana, aliada ao conhecimento ainda insuficiente sobre vários aspectos, evidenciam a complexidade do controle desta endemia.

A abertura do evento contou ainda com a presença do superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES, Henrique Jorge, e a coordenadora do Departamento de Endemias, Orzinete Soares.

A capacitação tem como objetivo principal estudar a diversidade e a distribuição das espécies de flebotomíneos, ampliar os conhecimentos sobre sua ecologia e subsidiar os órgãos de saúde na elaboração de estratégias para intensificação de ações de controle desses vetores. Eles serão capacitados, entre outras coisas, sobre as novas estratégias de controle de vetores, uso de capturador elétrico e armadilhas.

Orzinete Soares disse que com base nos indicadores epidemiológicos, demográficos, agropecuários e ambientais foram identificadas as áreas de maior produção de casos e definidas as localidades, pólos e circuitos de produção da enfermidade. “Existem oito pólos de produção da doença e as ações serão intensificadas em alguns municípios objetos de estudo”, acrescentou.

Os estudos serão feitos nos pólos de Governador Nunes Freire; Barreirinhas e Chapadinha; Caxias e Codó; Colinas e São Domingos do Maranhão, Açailândia e Imperatriz; Santa Luzia e Arame.