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Agora Santa Inês - Doenças mentais e o coronavírus

Doenças mentais e o coronavírus

A possibilidade do corona vírus interagir com as células do sistema nervoso central é atualmente uma constatação científica já anunciada em muitos trabalhos internacionais. Semelhantemente, ao que ocorre com outros sistemas e órgãos da nossa economia biológica, suas ações no sistema nervoso, são devastadoras. Os neurônios que são as células próprias desse sistema, são agredidos semelhantemente, como ocorre com outras células (pulmonares, cardiovasculares, renais, intestinais, etc.), por este vírus os quais ao penetrarem nas células promovem os estragos já por demais conhecidos, especialmente, uma cascata e eventos pro inflamatórios, nos diferentes tecidos e vasos sanguíneos do corpo e particularmente cérebro e aí provocando graves alterações psiquiátricas e neurológicas.

Em uma pesquisa recente publicada em uma das mais importantes revistas de Psiquiatria da atualidade, foi anunciado que 34% dos sobreviventes do COVID -19, sofreram de doenças mentais e neurológicas. A pesquisa envolveu mais de 236 mil pessoas portadora da doença e que seis (06) meses após a infecção, receberam um outro diagnóstico, que nunca haviam recebido, de apresentarem transtornos psiquiátricos e neurológicos, entre os quais, depressão e ansiedade e doenças neurológicas tais como: cefaleia, demência e Acidente Vascular Cerebral do tipo hemorrágico, Doença de Parkinson e Demências alterações cognitivas (memória, defict de atenção, etc.) e do sono. Os pesquisadores perceberam também quanto mais grave a infecção mais doenças e neurológicas cresciam.

Transtornos depressivos e ansiosos eram os mais frequentes, em casos psiquiátricos entre os quais distúrbios da memória, do sono e a outros transtornos, enquanto que se os pacientes acometidos pela infecção precisassem de se internar ou de UTI, esse número crescia mais ainda entre 17 e 14% para ambos os transtornos.

              A Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP anunciou em maio de 2020, o resultado de uma pesquisa realizada entre seus associados de 23 estados e do Distrito Federal sobre a realidade dos atendimentos psiquiátricos durante a pandemia de Covid-19 em todo o país. 47,9% dos entrevistados perceberam aumento em seus atendimentos após o início da pandemia. Neste grupo, os atendimentos cresceram até 25% quando comparados ao período anterior para cerca de um terço dos entrevistados (59,4%).

            Segundo a ABP a pesquisa tinha como principal objetivo identificar os atendimentos a pacientes novos, que apresentaram recaída após o tratamento já finalizado ou o agravamento de quadros psiquiátricos em pacientes que ainda estão em tratamento. 67,8% dos psiquiatras responderam que sim, receberam pacientes novos após o início da pandemia, pessoas que nunca haviam apresentado sintomas psiquiátricos anteriormente.

69,3% dos psiquiatras entrevistados informaram que atenderam pacientes que já haviam recebido alta médica e que tiveram recidiva de seus sintomas, que retornaram ao consultório ou fizeram novo contato para atendimento. Além disso, 89,2% dos médicos entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à pandemia de Covid-19.

           O aumento da sintomatologia ansiosa e de quadros de depressão, ansiedade e transtorno de pânico, bem como alterações significativas no sono, também foi destacado pelos participantes da pesquisa. O transtorno de stress pós traumático - TEPT, também figurou como prevalentes entre os outros distúrbios

            Entre o grupo que não percebeu aumento nos atendimentos durante a pandemia, 44,6% do total de entrevistados, apontou o movimento contrário, a queda no número de atendimentos. Nos principais motivos listados, figuraram a interrupção do tratamento por parte do paciente devido ao medo de contaminação, queda no atendimento aos grupos de risco, e as restrições de circulação impostas por algumas localidades.

Na ocasião o Presidente da ABP, Dr. Antônio Geraldo da Silva destacou a importância de monitorar o atendimento psiquiátrico durante a pandemia: "Essa pesquisa identificou dois cenários preocupantes como consequência de uma única possibilidade. O aumento dos atendimentos foi motivado, em sua maioria, pelo agravamento dos transtornos ou desenvolvimento de novas patologias psiquiátricas devido ao medo da Covid-19. Entretanto, a redução dos atendimentos àqueles que assim identificaram também se deve ao medo da contaminação e às estratégias para evitar o contágio", identifica o psiquiatra.

             O Presidente da ABP, prossegue, afirmando que "mesmo antes da pesquisa, já sabíamos que uma pandemia destas proporções traria consequências graves à saúde mental de todos. Agora, temos uma ideia da realidade dos atendimentos psiquiátricos no país e os pontos aos quais precisaremos nos dedicar para garantir um atendimento em saúde mental de qualidade para toda a população, mesmo em tempos de Covid-19".

            Diz ainda: "A quarta onda, que é a onda das doenças mentais, já chegou e não temos mais tempo a perder. Temos que atuar firmemente para minimizar os prejuízos que todos terão deste momento, monitorando a saúde mental da população e o atendimento psiquiátrico", finaliza o presidente.

            Portanto é sempre oportuno, afirmarmos que a melhor e mais efetiva medida a ser adotada é nos mantermos firmes na adoção das medidas sanitárias recomendadas pelo mundo todo, com isso todos nós ganharemos.

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Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 17/05/2021

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Palavras-chave: Doenças mentais e o coronavírus

Fonte:

Big Systems
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