Agora Santa Inês - COLUNA DO SILVEIRA 1615

COLUNA DO SILVEIRA 1615

“Não desanime diante da possibilidade de enfrentar uma tempestade. Recorra a Jesus que fez o mar se acalmar quando tudo parecia que estava perdido”. Do Livro Gotas de Reflexão Espiritual de Autoria de Clélio Silveira Filho.

 

Bom dia quarta-feira, 7 de julho de 2021! Bom dia “meus povos e minhas povas”, como dizia o saudoso e folclórico prefeito de Pindaré Mirim Mundico Rego, lá pelo final da década de 50 e comecinho da de 60, cu-jos parentes alguns pouquíssimos  ainda convivem em nosso meio para contar a história de certo. Mundico Rego, um prefeito que não dispensava um palitó de li-nho,  é um dos personagens de mais histórias na his-tória de Pindaré  Mirim desde a sua fundação. Na épo-ca todo o território dos municípios de Santa Inês, Bela Vista, Igarapé do Meio, Bom Jardim e salvo engano Santa Luzia, fazia parte do município de Pindaré. Mas era só mata fechada. As únicas formas de se sair de Pindaré era de avião “teco-teco” com vários voos diari-amente, também de lancha, três dias de viagem para São Luís, ou uma estradinha de quatro metros de lar-gura na direção de Bacabal. No começo da década de 60 já dava para se chegar até Santa Luzia do Tide, on-de se matava um todo dia,  e já se deixava o outro amarrado para morrer no dia seguinte (Cruz Credo!!). E eu com meus 9 ou 10 anos morei por lá e via todo dia o desfile de caixões no rumo de um cemitério im-provisado. Pois bem, mas isso não tem nada a ver com Mundico Rego. E a Santa Luzia de hoje, não lembra nada da década de 60. Mas como tenho uma memória de elefante, lembro-me da passagem por lá do então deputado candidato a governador José Sarney. E olha que naquele tempo político tinha que ser cabra de co-ragem! Mas ele esteve lá e eu nos meus pouco mais de 12 anos o vi desfilando no meio de uma comitiva, nu-ma manhã em visita rápida àquele povoado, o último antes da mata fechada da floresta maranhense. Mal sabia eu que no começo da década de 70, ali pelos anos 72 viria a conviver com ele, com sua filha Rosea-na, então com a mesma idade minha, 18 pra 19 anos, etc. E para liquidar a fatura de hoje, nunca imaginei – eu, menino do buchão -  que  viria mais adiante a pri-var da amizade não só daquele político de 1965 – José Sarney – como de seus três filhos; Fernando, de quem fui parceiro em alguns pequenos eventos culturais e radiofônicos, de Zequinha Sarney, um pouco mais lon-ge, e da sempre amiga Roseana Sarney, mais nova do que eu 2 meses. Eu sou de abril e ela é de junho do mesmo ano, 1953. E o que isso tem a ver com as coi-sas de hoje??? Hem? Nadinha! É que como sou jorna-lista, também sou historiador e volta e meia, quando vejo muita gente por aí se arvorando de “bicho papão” da política, me lembro dos tempos em que via e convi-via com os grandes “caciques” da política maranhense.  Além dos Sarney, de Luís Rocha, João Castelo, o jor-nalista Edson Lobão, responsável por me levar para Brasília aos 23/24 anos, Zé Reinaldo, Alexandre Costa (que honrou a festa de 15 anos de minha filha Patrícia Silveira), Jackson Lago, o pai do atual governador Flá-vio Dino, Sálvio Dino, com quem convivi uns quase 40 anos, meu confrade de jornalismo e de literatura, e ou-tros nomes que com o avançar da hora, não me lem-bro agora, e nem quero esticar essa história (olha que até rimou!!). E daí? E daí..nadinha! É que às vezes me vem na cachola tocada a mil RPM, àquela frase repeti-da por meu Tio Zezico que foi dono de engenho de ca-na de açúcar  em Pindaré, além de delegado, coletor, vereador umas “200” vezes, e por fim prefeito: “Silveira meu sobrinho querido, preste atenção...quem nunca comeu meu, quando come se lambuza!”.  É meu Tio que já partiu...a vida é assim...que nem a gente nunca imaginou! Melhor mesmo é fazer as pazes com o ho-mem lá de cima, com os seus, com seus próximos que tem o pé fincado no chão e consigo mesmo, que o res-to.....é só ilusão. E pra fechar essa Coluna de hoje, 7 do 7 (vixe!!! E o que é que tem isso? Nadinha!) rogue-mos a Deus que nos abençoe a todos, até os que an-dam pisando nas nuvens, e que Suas bênçãos nos al-cancem onde estivermos...Amém!

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Coluna-do-Silveira

Data: 07/07/2021

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Palavras-chave: COLUNA DO SILVEIRA 1615

Fonte:

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