Agora Santa Inês - Parque Dona Zima: A degradação de um patrimônio físico e cultural de Santa Inês

Parque Dona Zima: A degradação de um patrimônio físico e cultural de Santa Inês

Localizado no “pulmão” da cidade, em uma área por demais privilegiada, o Parque Dona Zima há anos vem se deteriorando, e ainda não evaporou do mapa da cidade por ter sido construído de cimento, ferro, barro e uma camada de asfalto que com o passar de alguns anos lá atrás, vinha sendo restaurado de quando em vez.

O Parque Dona Zima, outrora palco de grandes espetáculos dos mais variados, tais como shows de grandes estrelas da música nacional como Daniel, Raça Negra, Padre Zezinho, arraiais juninos, carnavais, apresentação de orquestras sinfônicas, peças teatrais, e eventos realizados pelas mais diversas instituições públicas de Santa Inês, como o Justiça Sem Fome, promovido pelo Juiz Mário Prazeres, que de uma vez só levou para aquele  palco quase todos os desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão, que assistiram a entrega de milhares de cestas básicas para famílias carentes, além de eletrodomésticos e outros objetos. Parque Dona Zima, de histórias mil, construído em uma das gestões do então prefeito Valdevino Cabral Filho, existe e desde a década de 90, mas praticamente da década de 2010 para cá, veio perdendo seu verdadeiro objetivo de existir. Não que houvesse, ou haja na cidade outro local para substituí-lo com até então o mesmo conforto e segurança que ele, o Dona Zima, oferece ou oferecia.

Quantas cidades dariam tudo para ter uma praça de artes, espetáculos e até mesmo de alguns esportes e feiras comerciais como o Dona Zima? Santa Inês parece ter virado as costas definitivamente para este local que a valores  de hoje, seria necessário investimentos na casa de ao menos uns dois  milhões de reais, isso sem levar em consideração o valor do terreno, diante da localização do mesmo, em área nobre da cidade. Mas, o Dona Zima segue se desmanchando ao sabor do vento, das chuvas, do sol e do descaso de quem passou ou está no comando do município.

Uma pena que tratem assim, a história de Santa Inês e o dinheiro público empregado em um patrimônio físico desse porte. Uma pena que se olhe para ali,  e não se veja sequer  o sinal de que um dia ainda vão voltar a investir alguns milhares de reais naquele logradouro público, restaurá-lo, destiná-lo aos objetivos para os quais o mesmo foi construído, e assim livrá-lo da total destruição física e cultural a que parece está destinado. É preciso lembrar que uma cidade sem memória (memorial) é uma cidade sem história.

É pelo Parque Dona Zima – ou por essa e por outras – que Santa Inês, mesmo sendo uma cidade rica e promissora, não tem muito, ou quase nada para se orgulhar de sua Cultura, seja em que setor for. Dona Zima, para quem não sabe, foi uma personagem dos famosos carnavais de Santa Inês das décadas  de 60 e 70, uma querida e tradicional  vendedora de mingau de milho na porta do Armazém Paraíba quando este foi construído no final dos anos 60 na esquina da Rua do Comércio com a Rua Nova, esta última, a rua em que ela morava, e  onde hoje funciona a Extrafarma.

Um conselho: Senhor gestor do Tempo de Crescer (cujos escribas palacianos escrevem tal slogan com letras minúsculas) terceirize esse espaço, por exemplo, junto ao  Sebrae, para a realização de feiras comerciais, ou busque junto ao Governo do Estado, que construa ali um Centro de Convenções, como o mesmo fizera lá em Imperatriz no governo do então, obviamente governador,  José Reinaldo – sendo que lá o  governo ainda teve que comprar o terreno por valores a perder  de vista de um empresário, na época – 2003, já um dos maiores do Estado do ramo de supermercados – e aqui o terreno e até parte da estrutura já está construída. E nem precisa, Excelência, dar o crédito pela sugestão deste humilde Jornal, que ao longo de quase 20 anos já provocou a construção de grandes e importantes locais para receber talqualmente, grandes e importantes instituições nesta cidade, e em alguns casos até mesmo conseguiu com sua expressiva força Editorial,  trazer para cá o que já tinha outro destino. Não deixe o Dona Zima se acabar de vez. Nossa juventude, nosso comércio, nossa Cultura precisa e muito de manter de pé e com denodo, o Parque Dona Zima! No Tempo de Crescer, que não desmorone definitivamente tamanho patrimônio físico e cultural de Santa Inês!  (Conteúdo e fotos produzidos  pelo SAN/ Sistema Agora de Notícias).

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 14/07/2021

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Palavras-chave: Parque Dona Zima: A degradação de um patrimônio físico e cultural de Santa Inês

Fonte:

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