Agora Santa Inês - A POETA LUIZA CANTANHÊDE COMEMORA ANIVERSÁRIO EM SANTA INÊS

A POETA LUIZA CANTANHÊDE COMEMORA ANIVERSÁRIO EM SANTA INÊS

A poeta Luiza Cantanhêde está em Santa Inês para comemorar seu aniversário, que acontecerá no dia 14 de julho, numa cerimônia para amigos (restrita por conta da pandemia). No entanto, promete ser um momento de música brasileira, de poesia e anúncio de novos projetos literários.

A poeta é referência na literatura contemporânea do nosso país. Badaladíssima. Participa de saraus, lançamentos e militância política e cultural pelo Nordeste, porque reconhece o compromisso da palavra com a transformação do mundo material concreto.

Recentemente recebeu convite de comunidades tradicionais do Vale do Pindaré para realizar rodas de conversas em torno do livro Palafitas (Editora Penalux/ São Paulo).

E na quinta-feira próxima, faz palestra para os alunos do curso de escrita criativa do IEMA Vocacional de Pindaré.

 

Quem é Luiza

Cantanhêde?

 

Luiza Cantanhêde é de Santa Inês-MA. Reside em Teresina-Piauí. Possui formação em Contabilidade, membro fundadora da Academia Piauiense de Poesia. Membro da Academia Poética Brasileira. Membro da Associação de Jornalistas e escritoras do Brasil, coordenadoria Maranhão. Tem poemas publicados em antologias nacionais e internacionais. Publicou “Palafitas” (poemas, Penalux, 2016) “Amanhã, serei uma flor insana” (poemas, Penalux-2018) “Pequeno ensaio amoroso”(Poemas, Penalux-2019) Recebeu menção honrosa no Prêmio H. Dobal da Academia Piauiense de Letras, e menção honrosa no Prêmio “Vicente de Carvalho”-2018 e no Prêmio “Álvares de Azevedo-2019, ambos pela União Brasileira de Escritores. Recebeu em Pernambuco o prêmio “Destaque Nordeste”. Tem poemas traduzidos para o italiano e para o espanhol.

 

Dois poemas

 para o leitor

degustar:

 

 

AJUDA-ME A ENCONTRAR TEU GRITO

 

Ajuda- me a encontrar o teu grito

Tua luz apagada

A vertigem de tua língua

Inalcançável

Ajuda-me a regar tua flor silvestre

Nesta orla feita de sol e primavera

Para mim, basta saber que me acolhes

Em teu voo migratório.

Quantos caminhos

Até encontrar em teus olhos

Um vestígio de eternidade?

Meus pés (trôpegos no tempo)

Perdidos, para refazer o caminho.

É preciso apagar as pegadas

Decodificar a trilha com a luz apagada

Olho-me no espelho e minha cara é de deboche,

Mas algum rasgo é de ignorância

Alguma linha tem algo de Frida

E da natureza morta no calo da vida.

Não creio nos tons amenos

Quando sinto fome.

 

 

HIMALAIA

 

Os dias perdidos

Foram tirando de mim

A habilidade de encontrar

A paz.

Mas resiste em mim

O olhar quieto

Das paredes

E essa asa silenciosa

De quem faz ninho nos

Desfiladeiros.

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 14/07/2021

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Palavras-chave: A POETA LUIZA CANTANHÊDE COMEMORA ANIVERSÁRIO EM SANTA INÊS

Fonte:

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