Agora Santa Inês - Fobia Social - I

Fobia Social - I

Desde Hipócrates, já havia sido descrito o que conhecemos hoje com o nome de ansiedade social patológica ou, tão somente, ansiedade patológica. Com o avanço dos conhecimentos em 1966, passou-se a distinguir agorafobia de outras formas de fobias e até a metade da década de 1980, a fobia social era considerada um transtorno ansioso negligenciado. A partir daí um número crescente de publicações têm surgido, revelando um grande interesse em pesquisa sobre o tema.

Entre as fobias uma tem despertado um interesse muito intenso entre os estudiosos especialmente nos dias atuais que é a fobia social.  O que caracteriza esta fobia social é a presença de uma intensa ansiedade em situações sociais (de contato interpessoal) ou de desempenho, ou mesmo ambas, acarretando sofrimento excessivo ou interferindo de forma acentuada no dia-a-dia da pessoa.

Nos critérios de diagnóstico da psiquiatria americana conhecida pela sigla DSM-V (American Psychiatric Association, 1994) enfatiza que ao se fazer o diagnóstico de fobia social é necessário que o transtorno cause interferência significativa em alguma área importante da vida do indivíduo, trabalho, vida social, atividades acadêmicas, e lazer).

       O portador de fobia social reconhece que o seu medo é exagerado ou irracional e teme mostrar sinais de ansiedade, como rubor facial, tremor e sudorese. Em algumas situações, a ansiedade pode assumir a forma de um ataque de pânico por surgir um temor intenso e descontrolado da situação que ocasiona a fobia. Entre outros medos que se manifestam estão os de parecer ridículo ou tolo, de ser o centro das atenções, de cometer erros e de não saber o que se espera dele.

       Idéias de auto referência simples tais como a de que as pessoas estão olhando muito para ele ocorrem com freqüência nesse paciente. Desta forma, é comum que ele se sinta alvo de comentários ou gozação por parte de outras pessoas, idéias estas que podem ser corrigidas com argumentação lógica, muito embora de fato isto não esteja ocorrendo, porém na mente ansiosa desta pessoa este fato pode ocorrer.

Há estudos que apontam que 75% dos fóbicos sociais apresentaram estas idéias de referência não delirantes o que aumentaria em muito o mal-estar sentido pelo paciente.

Timidez é uma característica apresentada por grande parte dos fóbicos sociais, seja em maior ou menor grau, mesmo se sabendo que ser tímido não é sinônimo de ser portador de fobia social. A timidez está presente em diversas situações, como por exemplo, nos relacionamentos sociais e no início de relacionamentos amorosos, nas situações de falar ou se expor em público, porém quando esse quadro de timidez se apresenta de maneira exagerada, pode vir a se tornar fobia social.

       A fobia social é uma doença de curso crônico, potencialmente incapacitante e com altos índices de comorbidades, isto é, pode vir acompanhada de outras patologias comportamentais e/ou psiquiátricas, tais como transtorno de personalidade, depressões personalidade insegura, quadros de astenia crônica, ou mesmo outros transtornos de ansiedade, etc.

Além dos sintomas anteriormente descritos pode o fóbico social sentir-se com o temor excessivo de humilhação ou embaraço em vários contextos sociais, praticar atividades físicas e esportivas em público. Muitas vezes, o temor se revela em relações amorosas. O simples fato de pensar nessa possibilidade de se encontrar ou abordar alguém já pode desencadear ansiedade descontrolada e fazer com que se evite a situação. E como vimos o resultado é uma importante limitação na vida da pessoa pelos sintomas impostos pela doença.

O diagnóstico deste transtorno é clínico, ou seja, baseado no relato dos sintomas do paciente. Nenhum exame laboratorial ou de imagem é utilizado para o diagnóstico. Muitas das vezes o recomendado é que o médico que vai proceder ao tratamento realize exames laboratoriais para afastar a possibilidade de existir ouras patologias psiquiátricas ou clínicas, além da fobia social, e caso haja, deve-se tratá-las.

O tratamento da fobia social é realizado de duas formas: farmacológicos e psicossocial. Atualmente existem medicamentos altamente eficazes que revertem as fobias destes enfermos. São medicamentos antifóbicos que promovem maior segurança e bem-estar psíquico e emocional a estes pacientes. A utilização destes medicamentos deverá ser feita sob rigorosa orientação médica e por tempo definido no tratamento.

O grupo de fármacos mais utilizados para o tratamento são os medicamentos antidepressores (AD) em doses adequadas a cada paciente. O tempo de tratamento e a escolha do medicamento está na razão direta da clínica de cada um enfermo. Ansiolíticos podem também serem utilizados, sobretudo no início do tratamento e por breve período de tempo.

A abordagem psicológica recomendada deve ser através da Terapia Cognitivo Comportamental - TCC, que são técnicas comportamentais e psicológicas eficientes que promoveram a reversão dos temores e sintomas fóbicos destas pessoas, levando-os a adquirirem maior segurança e autoconfiança. além de promover a reabilitação psicossocial em geral condição que se encontra muito prejudicada em consequência desta doença.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 19/07/2021

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Palavras-chave: Fobia Social - I

Fonte:

Big Systems
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