Agora Santa Inês - Com trajetória de defesa dos direitos das mulheres e direitos  humanos, Cármen Lúcia assume segunda-feira o comando do  STF

Com trajetória de defesa dos direitos das mulheres e direitos humanos, Cármen Lúcia assume segunda-feira o comando do STF

A ministra Cármen Lúcia toma posse nesta segunda-feira (12/9) na Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) para o biênio 2016/2018. A ministra também ocupará a Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nascida em Montes Claros, Minas Gerais, e formada em Direito pela PUC, Cármen Lúcia Antunes Rocha ingressou no STF em 2006. Em 2012 tornou-se a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Agência Patrícia Galvão, colaboradora do Jornal AGORA,  selecionou falas emblemáticas da ministra Cármen Lúcia na defesa dos direitos de mulheres, negros e homossexuais. Confira: “É inadmissível, inaceitável e insuportável ter de conviver sequer com a ideia de violência contra a mulher em nível tão assustadoramente hediondo e degradante. Não é a vítima que é apenas violentada. É cada ser humano capaz de ver o outro e no outro a sua própria identidade. A luta contra tal crueldade é intensa, permanente, cabendo a cada um de nós – mais ainda juízes – atuar para dar cobro e resposta à sociedade contra tal chaga da sociedade.” – Trecho da nota divulgada após o caso do estupro coletivo contra adolescente no Rio de Janeiro, em maio deste ano.“Quando o berço se transforma num pequeno esquife, a vida se entorta, porque a mulher que teria que estar carregando aquele pequeno berço, para preservar aquela vida com todo cuidado, se vê às voltas com algo com o qual tem que lidar de uma forma muito solitária, às vezes, e sempre com o que era o imponderável da vida: a possibilidade de morte antes mesmo da vida. Talvez esse seja o dado que mais toca a dignidade do ser humano” – Trecho do voto na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 54 sobre interrupção de gestação em caso de fetos anencéfalos, em maio de 2011:  “O erro está em depositar todas as esperanças apenas no Direito Penal, isso não adianta”, afirmou a juíza, que considera o sistema penal seletivo. “Ele pune em geral aqueles que não têm recursos, e, principalmente, pobres e negros.” – Trecho do discurso de abertura da Campanha Justiça Pela Paz em Casa no Rio de Janeiro, março de 2016:  “Quero que nenhum brasileirinho nasça em uma penitenciária, pois isso não é condição precária, é de absoluta indignidade. Na PUC de Minas Gerais fizemos um projeto de um centro que recebe as mulheres que estão prestes a ter o bebê. Essa é uma questão que quase não foi mexida no Brasil e o CNJ pode ajudar essa geração de pessoas que vai nascer.” – Em entrevista ao Conjur, em março de 2016. 

Postado por: Redação Agora

Categoria do Post: Noticias-do-Brasil

Data: 09/09/2016

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Palavras-chave: Com trajetória de defesa dos direitos das mulheres e direitos humanos, Cármen Lúcia assume segunda-feira o comando do STF

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